Dólar
Na sexta-feira, a moeda norte-americana recuou 0,27%, cotada a R$ 5,6460. A bolsa encerrou em alta de 0,40%, aos 137.824 pontos. Haddad sobre medidas econômicas do governo: ‘Na direção correta’
O dólar opera nesta segunda-feira (26).
No Brasil, o mercado aguarda um discurso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para entender melhor o aumento do IOF anunciado na semana passada.
Embora o bloqueio de mais de R$ 30 bilhões no Orçamento tenha sido bem recebido, o crescimento dos gastos públicos e a elevação do IOF geraram desconfiança no mercado financeiro.
No cenário internacional, o dia é mais calmo por causa do feriado de Memorial Day nos Estados Unidos, com os mercados americanos fechados. Com isso, a atenção se volta para a Europa.
O destaque é o discurso da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, pode trazer sinais sobre o futudo dos juros na zona do euro e comentar as novas tarifas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra a União Europeia.
Na sexta-feira (23), Trump anunciou um aumento de tarifas para 50% sobre produtos europeus. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu no fim de semana o adiamento da medida para abrir espaço para negociações.
Além disso, os investidores acompanham a agenda de indicadores econômicos no Brasil e no exterior. Por aqui, os destaques da semana incluem:
Terça-feira (27): divulgação da prévia da inflação (IPCA-15);
Quinta-feira (29): taxa de desemprego e dados de emprego formal (Caged);
Sexta-feira (30): divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,40%;
Acumulado do mês: -0,55%;
Acumulado do ano: -8,64%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -0,98%;
Acumulado do mês: +2,04%;
Acumulado do ano: +14,58%.
O que está mexendo com os mercados?
Além do bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento deste ano, a expectativa do governo é que os ajustes no IOF gerem uma arrecadação adicional de R$ 20,5 bilhões em 2025, contribuindo para o cumprimento da meta fiscal de zerar o déficit das contas públicas.
O que gerou a reação negativa do mercado, no entanto, foi a forma como o governo apresentou o pacote fiscal:
de um lado, o bloqueio de R$ 31,3 bilhões em despesas, visto como um sinal positivo de responsabilidade fiscal;
de outro, o aumento do IOF, que causou desconforto por ter sido mal comunicado, por afetar investimentos e por ser interpretado como uma tentativa de aumentar a arrecadação em vez de cortar gastos, segundo analistas.
Além disso, a elevação da alíquota para aplicações de fundos nacionais no exterior gerou ruídos sobre um possível controle de capitais — o que levou o governo a recuar da medida poucas horas depois.
Na coletiva desta sexta-feira (23), Haddad não descartou a possibilidade de aumentar o bloqueio no orçamento por causa do recuo.
"Pode ser que tenhamos que ampliar o contingenciamento, fazer um ajuste nessa faixa. O importante é que foi revisto e nós temos uma semana para enviar o decreto", disse.
Sobre o assunto, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que ficou evidente que o objetivo do Ministério da Fazenda era perseguir a meta fiscal. Ele elogiou a postura da equipe econômica por reagir rapidamente às críticas e recuar do aumento sobre os investimentos no exterior.
Galípolo também destacou que, diante do dinamismo “bastante surpreendente” da economia brasileira, é necessário manter a taxa de juros em um patamar mais contracionista por um período mais prolongado, a fim de alinhar a inflação à meta estabelecida.
Nova ameaça tarifária de Trump
Outro fator que chamou a atenção dos investidores foi a nova ofensiva tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump, que voltou a ameaçar a Apple e as importações provenientes da União Europeia na sexta-feira (23).
O republicano ameaçou impor uma tarifa de 25% sobre todos os iPhones vendidos, mas não fabricados nos Estados Unidos — mais de 60 milhões de unidades são comercializadas anualmente no país, que, no entanto, não possui fábricas de smartphones.
Trump também declarou que recomendará a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos da União Europeia a partir de junho, o que resultaria em impostos elevados sobre itens de luxo, medicamentos e outros bens fabricados por empresas europeias.
Trump disse neste domingo que concordou em adiar para julho a imposição de tarifa de 50%. A decisão foi tomada após um pedido de von der Leyen.
Cenário fiscal dos EUA
Já para os mercados globais, a notícia da semana foi a aprovação pela Câmara dos Deputados dos EUA do "One Big Beautiful Bill Act" ("Um projeto grande e bonito", na tradução), nomeado pelos republicanos em homenagem ao presidente Donald Trump.
O pacote, que agora segue para o Senado, busca tornar permanentes os cortes de impostos de renda individual e sobre herança aprovados no primeiro mandato de Trump, em 2017, além de promulgar promessas que ele fez na campanha de 2024 de não tributar gorjetas, horas extras e juros de alguns empréstimos para automóveis.FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/05/26/dolar-ibovespa.ghtml