O que são “não lugares”? E o que faz uma escola merecer a condição de lugar?

  • 17/04/2026
(Foto: Reprodução)
O conceito de “não lugares” foi desenvolvido pelo antropólogo francês Marc Augé para descrever espaços da vida contemporânea que, apesar de muito utilizados, não criam vínculos, identidade ou memória. Em outras palavras: são lugares por onde passamos, mas que não nos pertencem emocionalmente. Alguns exemplos clássicos: Aeroportos, Shoppings, Rodovias ou Postos de gasolina. Esses espaços têm algo em comum: são funcionais, mas não relacionais. Eles são parte do que Augé chamou de “supermodernidade” — um mundo marcado por: Alpha Lumen Divulgação excesso de informação excesso de mobilidade excesso de anonimato Isso pode gerar sensação de solidão mesmo em meio a multidões, perda de pertencimento e fragilidade dos vínculos humanos. Mas os não lugares não são “ruins” — eles são necessários. O problema surge quando nossa vida passa a acontecer majoritariamente neles - o ser humano precisa de pertencimento e precisa de lugares que contém sua história. O conceito de “não lugar”, também pode encaixar na educação: uma escola pode existir fisicamente — salas, horários, conteúdos — e ainda assim não existir simbolicamente para seus estudantes. Alpha Lumen Divulgação O que faz uma escola merecer a condição de "lugar" Para que uma escola mereça ser um “lugar”, ela precisa ser construída em várias dimensões ao mesmo tempo. Primeiro, precisa haver identidade. A escola deve ter uma cultura viva: “este espaço tem um propósito, e você faz parte dele”. Segundo, precisa haver reconhecimento. Pertencimento nasce quando o estudante percebe que alguém conhece seu nome, sua história, suas forças, suas dificuldades e seus sonhos. Uma escola se torna lugar quando cada aluno sente que sua presença importa. Terceiro, precisa haver memória. Lugares guardam histórias. Uma escola-lugar é aquela em que os estudantes constroem experiências marcantes: projetos que os mobilizam, desafios que os transformam, apresentações, descobertas, rituais, celebrações, conversas, conquistas compartilhadas. Quarto, precisa haver participação. Ninguém pertence verdadeiramente a um espaço em que apenas obedece. Pertencer também é poder contribuir com protagonismo, autoria, criação, investigação, expressão artística, científica, tecnológica e humana. Quinto, precisa haver coerência afetiva e ética. Uma escola de pertencimento é aquela em que o erro não humilha, a diferença não isola, a excelência não exclui e a convivência não adoece. Aplicação Alpha Lumen A Escola de Aplicação Alpha Lumen trabalha sempre para ser a negação do “não lugar”. Ela merece ser chamada de “lugar” porque gera um ambiente de identidade, vínculo, memória, reconhecimento e sentido. O IAL entende sua escola como “lugar” porque abre espaço para o diferente, respeitando e reconhecendo as múltiplas inteligências, os vários ritmos, os talentos emergentes, as perguntas incomuns e a intensidade cognitiva e emocional dos estudantes. Ela constrói um ambiente em que aprender é também pertencer; em que desenvolver talento é também desenvolver identidade; em que excelência acadêmica caminha junto com vínculo, sentido e humanidade. Ela é uma comunidade viva, em que cada estudante pode reconhecer: “aqui eu sou visto”; “aqui eu posso ser quem sou”; “aqui minha presença importa”; “aqui meu talento encontra sentido”. E quando isso acontece — quando a escola se consolida como um ambiente que acolhe, que desafia, que acredita — a diferença deixa de ser um fardo e vira força, vira voz e vira impacto.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/especial-publicitario/instituto-alpha-lumen-apoio-ao-talento/noticia/2026/04/17/o-que-sao-nao-lugares-e-o-que-faz-uma-escola-merecer-a-condicao-de-lugar.ghtml


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